Na sexta-feira passada vinha no metro a actualizar-me do que se passa no mundo pela lente das redes sociais, quando me deparo que com uma imagem partilhada pelo Doug Kessler e sobretudo na frase que a titulava: Jason A Miller executa mais grandes ideias que a maioria das pessoas as tem.
Pensei: Uau! Eu gostava mesmo de receber um elogio destes!!

Quanto mais eu olhava para a frase, mais pensava no significado da ideia.
Há uma diferença tão grande entre pensar e dar a respectiva consequência que a maioria de nós se perde no inicio do caminho.
Acho que é transversal à sociedade, mas talvez seja mais visível agora com a progressiva subida do nível de escolaridade. Temos hoje quadros mais qualificados, potencialmente mais aptos para optimizar processos e produtos desde o desenho, execução industrial até à comercialização.
Se estamos mais preparados para gerar boas ideias, é preciso criar condições para que essas ideias sejam postas a discussão. Parece uma coisa óbvia, mas no contexto de uma pme de cariz familiar isso nem sempre acontece. As empresas crescem se incentivarem os seus colaboradores a expressar as suas ideias no contexto de uma proposta de melhoria. O passo seguinte é perceber se a ideia é implementável (e em que calendário) e os custos e benefícios associados. E por fim decidir.
Por incrível que pareça, há uma percentagem grande de empresas que chega à ultima etapa, mas não consegue concluir. É por isso que o elogio a Jason Miller é tão significativo. Porque implica dar consequência a uma ideia, uma conversa, uma proposta de melhoria. Porque por vezes a diferença entre duas empresas, dois projectos, duas propostas, está na capacidade de uma delas tomar a iniciativa de fazer diferente.
“Não esperar. O meu “life hack” é sempre que possível, lidar com as coisas aqui e agora. Comparativamente com uma pessoa normal, isso dá-me uma vantagem competitiva. Respondo a emails assim que sei a resposta, delego rapidamente e não procrastino quando estou 90% segura de uma decisão. Como consequência, os assuntos saem da minha frente rapidamente e eu reduzo aquele peso cognitivo de uma tarefa ou decisão por terminar no meu subconsciente.
Não estarei sempre certa ou tomarei sempre a decisão correcta, mas aquele tempo extra a agonizar sobre que decisão tomar é quase de retorno negativo. Há poucas decisões que são tão criticas que não possa estar um bocadinho errada. Guarde o seu tempo e energia para essas decisões.”
Estas são as palavras de Alexandra Cavoulacos em entrevista à Thrive Global e sintetizam maravilhosamente a necessidade de dar consequência ao que está à nossa frente. Obviamente que as nossas decisões devem ser fruto de ponderação, mas não podemos ficar reféns da decisão perfeita. Na maioria das vezes, estar 90% seguro é o suficiente para dar consequência às nossas intenções.
Até porque é quase sempre a etapa implementação que qualifica a genialidade da ideia, nomeadamente quando funciona como um reforço das nossas vantagens competitivas.
Numa nota pessoal, por vezes chegam ao mercado ideias semelhantes, normalmente consequência da proximidade dos circuitos em que nos movimentamos (rede profissional ou redes sociais online e offline). Este não pode ser um factor dissuador.
Falamos da Cerveja Letra na semana passada ao crescer em paralelo com outros projectos, como podemos falar do nosso exemplo na Dieta quando implementamos com sucesso a rubrica “A Dieta de …” num período em que conceitos idênticos de entrevista estão a surgir. Verdadeiramente importante é a orientação que é dada a cada iniciativa, assegurando que é implementada para melhorar a experiência de consumo do grupo alvo, sejam estes subscritores, clientes ou prospects.
Boa semana.
