Condenada por muitos a uma morte lenta com a generalização da televisão nos anos 80 e a proliferação do acesso à internet no início do século, as principais emissoras de radio viveram dias muito difíceis até perceberem as oportunidades que a vida ”online” lhes reserva.
O acesso a novos formatos anteriormente vedados (como o vídeo e texto), aliados à possibilidade de disponibilizar programas completos em podcast, mudaram de forma radicalmente positiva a experiência de consumo pelos ouvintes. As emissões deixaram de ser exclusivamente acessíveis em directo e via radio, para serem disponibilizadas em horários e plataformas (pc, telemóvel, tablet, etc.) mais convenientes para o utilizador.
Quando vivemos no universo das pme’s, muitas vezes sufocados com a gestão da relação com a distribuição, é por vezes difícil pensar na figura do consumidor e como podemos evoluir os nossos produtos para que a experiência seja mais satisfatória. Em ultima análise, é o consumidor que vai decidir a nossa “sorte”: continuando a consumir ou dando preferência a outros produtos.
E esta não é uma realidade exclusiva dos taxistas ou emissoras de rádio.
É a realidade dos músicos que lidam com a queda da venda de álbuns, aproximando-se dos ouvintes com mais e melhores concertos. É realidade dos canais de televisão com a quebra de audiências (e consequente investimento publicitário) e o aparecimento de fenómenos como o Netflix. É também a realidade das empresas de aluguer de automóveis com o aparecimento de plataformas como a Drivy.
Lutar por uma concorrência leal é uma exigência, mas perceber de que forma novos conceitos podem ser um exemplo na melhoria da satisfação do consumidor é um contributo importante para melhorar a competitividade da sua empresa.
Votos de uma excelente semana,