Circula com insistência nas redes sociais, particularmente no Linkedin e Twitter uma imagem que ilustra o tradicional e o novo modelo de vendas.
Sou um utilizador diário do Linkedin e do Twitter, reconheço importância a muitas ferramentas que estão disponíveis na internet para ajudar a conquistar clientes e aumentar as vendas. Estas ferramentas podem ser até decisivas para ajudar a conquistar mercado, mas… não vendem.
As redes sociais são hoje uma parte integrante da nossa vida e para muitas profissões tornou-se imprescindível não só estar presente, mas dinamizar essa presença. Todavia as interacções que vamos realizando, a visibilidade que conseguimos não deve ser medida pelo número de seguidores (twitter) ou contactos (linkedin).
Ter muitos contactos ou seguidores pode ser uma prova que as pessoas apreciam o que partilhamos, contudo isso não implica mais vendas.
As ligações estabelecidas nas redes sociais são em muitos casos um factor facilitador do contacto directo e devem ser eticamente potenciadas. Contudo para vender é preciso sair de trás do ecrã e arriscar o contacto directo.
Tal como anteriormente é preciso ligar para pedir reunião, fazer apresentação do produto/serviço, demonstrar benefícios para o comprador apostar no nosso produto.
Lamento, mas as redes sociais não são o atalho para o sucesso.
São ferramentas que dispomos para um trabalho mais orientado de qualificação de “leads” e oportunidades de negócio. Na minha opinião, não substituem ou eliminam o trabalho de “cold calling” e reuniões de apresentação de benefícios.

